O Blues como festa e resistência: Sonoridades e territorialidades culturais na cidade do Rio de Janeiro.

Autores

  • César Santarosa Braz UERJ Autor

DOI:

https://doi.org/10.71199/n9ersb26

Palavras-chave:

: Blues; Festas; Sonoridades

Resumo

Este artigo analisa o blues como prática cultural festiva e forma de produção de territorialidades urbanas em bairros da cidade do Rio de Janeiro. Partindo da compreensão da festa como experiência social capaz de reorganizar temporariamente os usos da cidade, o estudo investiga de que maneira os circuitos do blues produzem sociabilidades, pertencimentos e formas específicas de ocupação do espaço urbano. Em diálogo com a Geografia Cultural, a Etnomusicologia e os estudos sobre festas, a pesquisa compreende a música não apenas como expressão estética, mas como prática relacional que articula memória, performance, circulação e experiência coletiva. O trabalho concentra-se em eventos, jam sessions, festivais e encontros recorrentes realizados em bairros como Lapa, Gamboa, Laranjeiras, Centro, Copacabana e Tijuca, observando as dinâmicas sociais e espaciais construídas nesses ambientes. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa baseada em revisão bibliográfica, observação participante e etnografia multissituada, incorporando também a experiência do pesquisador enquanto músico atuante da cena blues carioca. Os resultados evidenciam que o estilo opera simultaneamente como celebração e resistência cultural, criando territorialidades afetivas e circuitos urbanos marcados pela partilha de experiências musicais, pela construção de vínculos sociais e pela ressignificação temporária dos espaços da cidade. Assim, o artigo demonstra que as práticas festivas ligadas ao blues participam ativamente da produção da vida urbana contemporânea, instaurando formas alternativas de convivência, circulação cultural e pertencimento no Rio de Janeiro.

Este artículo analiza el blues como práctica cultural festiva y como forma de producción de territorialidad urbana en los barrios de Río de Janeiro. Partiendo de la concepción de la celebración como una experiencia social capaz de reorganizar temporalmente los usos de la ciudad, el estudio investiga cómo los circuitos de blues generan sociabilidad, sentido de pertenencia y formas específicas de ocupación del espacio urbano. En diálogo con la Geografía Cultural, la Etnomusicología y los estudios sobre festivales, la investigación entiende la música no solo como una expresión estética, sino como una práctica relacional que articula memoria, interpretación, circulación y experiencia colectiva. El trabajo se centra en eventos, jam sessions, festivales y encuentros recurrentes que tienen lugar en barrios como Lapa, Gamboa, Laranjeiras, Centro, Copacabana y Tijuca, observando las dinámicas sociales y espaciales que se construyen en estos entornos. Metodológicamente, se adopta un enfoque cualitativo basado en la revisión bibliográfica, la observación participante y la etnografía multisituada, incorporando además la experiencia del investigador como músico activo en la escena blues de Río de Janeiro. Los resultados muestran que este estilo funciona simultáneamente como celebración y resistencia cultural, creando territorialidades afectivas y circuitos urbanos marcados por el intercambio de experiencias musicales, la construcción de vínculos sociales y la reasignación temporal de significados a los espacios urbanos. Así, el artículo demuestra que las prácticas festivas vinculadas al blues participan activamente en la producción de la vida urbana contemporánea, estableciendo formas alternativas de convivencia, circulación cultural y pertenencia en Río de Janeiro.

This article analyzes the blues as a festive cultural practice and as a form of producing urban territorialities in neighborhoods of the city of Rio de Janeiro. Based on the understanding of festivity as a social experience capable of temporarily reorganizing the uses of the city, the study investigates how blues circuits produce sociabilities, senses of belonging, and specific forms of occupying urban space. In dialogue with Cultural Geography, Ethnomusicology, and studies on festivals and celebrations, the research understands music not merely as an aesthetic expression, but as a relational practice that articulates memory, performance, circulation, and collective experience. The study focuses on

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Publicado

12/31/2025

Edição

Seção

Dossiê – "Etnomusicologia da Festa: Encontros, Confluências e Celebrações"

Como Citar

O Blues como festa e resistência: Sonoridades e territorialidades culturais na cidade do Rio de Janeiro. (2025). Revista Música E Cultura, 14(1), 307-329. https://doi.org/10.71199/n9ersb26